A fé é pessoal, só depende de você

Este artigo de opinião foi publicado pelo jornal Diário de Pernambuco – Recife, no dia 14 de janeiro de 2011. Porém vive em meu coração até hoje. Fiz alguns acréscimos. Discorri numa situação a qual estava em meu carro ouvindo um debate na Rádio Jornal, dirigido por Geraldo Freire sobre religião, fé, etc. Eram professores da área querendo explicar sua tese sobre Jesus, seitas e enriquecimento de determinadas igrejas. Entre os debatedores estava um pastor, o saudoso Rogério Justino, (in memorian) querendo dar e responder perguntas que eram feitas e, ao mesmo tempo, recheadas de respostas pelos mesmos que as faziam. O livro de Hebreus, cap. 11, versículo 1. diz: Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.

A fé é pessoal. Não adianta mostrar através da ciência ou da história quem foi a primeira igreja ou a primeira religião. Quando eu tinha nove anos de idade, tive uma doença chamada coreia e febre reumática. Passei quinze dias internado no antigo Hospital Neuro, na Avenida Caxangá. Os médicos diziam a meus pais que eu não escaparia, já não falava nem me mexia, só fazia escutar as conversas. Sandália, não levaram. Para quê? Ele não anda mais. Ouvi alguém falar. As pessoas iam me visitar, eu as via chorar ao sair. Minhas lágrimas caíam do rosto. Aí entra a fé. Aos nove anos eu falava com Deus, pedia a Ele a cura, que me tirasse daquela cama.

Certa noite, senti uma luz entrar naquele quarto e me levantei. As pessoas diziam que era minha alma andando pelo corredor do hospital. Estava descalço. Para que sandália se eu não tinha mais cura? Vi meu pai colocando uma colher de maçã raspada na minha boca. Eu trancava os dentes. Dos seus olhos caíam lágrimas, dos meus também. Mas a fé, esta que muitos perderam de vista estava forte em meu peito. Fiquei curado da doença. Tenho o documento do hospital me proibindo de fazer educação física e que teria que fazer uma cirurgia no coração, pois eu tinha uma veia entupida.

Olhava os colegas jogando bola, correndo, eu não. Certo dia, ouvi uma voz, aquela que os doutores tentam explicar que, simplesmente vem de nosso cérebro desconhecido “você está curado”. Acredite se quiser, corri da UR7 Várzea até ao Hospital da Restauração e voltei. Não precisei fazer a cirurgia, pois segundo o médico, eu já estava curado. Hoje faz quarenta e seis anos, mas parece que foi hoje. Que em 2021 continuemos tendo fé, mesmo com a pandemia que assola o mundo. Acredite no seu Deus, independente de sua religião. Ele é o autor da sua fé. Sou testemunha viva de que Cristo vive. “Vai passar”.

Samuel Lira de Oliveira
Mestre em Educação Religiosa (SEC) Mestre em Ciências da Linguagem (UNICAP) Membro das Academias: Camarajibese de Letras, Morenense de Letras e Artes, Limoeirense de Letras e Artes.

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