A moda e a nossa cultura

Dizem que moda é uma questão de gosto, cada um tem o seu. Partindo desse princípio, cada pessoa pode e deve fazer a sua própria moda, vestir-se de acordo com o que lhe convém; o importante é estar bem, e satisfeito consigo mesmo. No entanto, é preciso não cair no exagero, nem no ridículo. A sensatez tem que estar presente em todos os momentos, pois não se vai partir para o absurdo de comparecer de bermudas numa festa social, de casamento, por ex., nem ir de vermelho a um velório. Impere sempre o bom senso; sendo válido consultar especialistas, mas que se respeitem as individualidades.

            Evidentemente que a moda tem variado muito ao longo dos tempos; ora se usa algo, ora aquilo não está mais em voga, especialmente com referência a roupas e calçados femininos. Os vaidosos ficam de olho na moda para não perder de vista nenhum dos lances que ela dita. Outros nem tanto, preferem a comodidade. Mas, há modismos que marcaram épocas e atravessaram gerações sempre no auge da elegância, como é o caso da estilista francesa, Coco Chanel, que lançou às mulheres, uma moda inteligente, bonita e prática que permanece em pleno vigor em todo o mundo. Por esse motivo, devemos basear-nos naqueles mais entendidos, sem perder a personalidade, ficando sempre atualizados. Sem esquecermos de que: “a beleza é fundamental” e o equilíbrio é imprescindível.

          O regionalismo quando estilo presente nas tendências é de muito bom gosto e bem aceito, especialmente como marca registrada de localidades que fizeram história e podem ousar seu carisma com distinção. É o caso do belíssimo bordado de “renascença”, da cidade de Porção (interior pernambucano), com peças muito utilizadas pela Sra. Renata Campos, fazendo sucesso em quaisquer situações ou lugares, com louvor. Há também modelos baseados nas roupas usadas pelo bando de Lampião (Serra Talhada) que demonstram criatividade inerente do nosso povo. Bem melhor do que simplesmente copiar o que vem de fora sem restrição. A liberdade de escolha é muito importante. Nossa região com clima árido não permite uso de adornos que outras regiões esnobam; sendo importante não ficar preso nem escravizado aos ditames de estilistas em geral ou pagando alto preço por isso, pois a elegância é nata e às vezes um único item realça sem maiores delongas. O inverso também é verdadeiro. Por isso é necessário cuidado para dosar sem ferir o que manda o figurino. Vale cuidar ainda do visual nas maquiagens e acessórios.

          Os desfiles, muitas vezes, apresentam um show exótico com modelos não próprios para o uso diário. Seria mais interessante que trouxessem criações bem naturais para cidadãos e cidadãs comuns; afinal é esse o objetivo: ver as novidades e adaptá-las ao cotidiano. Principalmente as mulheres que são mais vaidosas, exigentes e gostam de variedades. Porém, jamais seguir a moda (cor, modelo, tamanho etc.) sem avaliar sua própria maneira de ser, sua personalidade, o ambiente e o momento a ser exibido.

         Para evitar erros, o melhor é a simplicidade sempre; cores neutras ou o pretinho básico e discreto. Os exageros causam comentários e situações vexatórias.

       Evitemos, pois, o extremismo em quaisquer circunstâncias, não somente no vestuário, mas também e, sobretudo, tendo um comportamento sóbrio, para que sirvamos de exemplo às novas gerações.

MALUDE MACIEL

Be the first to comment on "A moda e a nossa cultura"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*