DESTINO: 2021… O QUE ESPERAR?

O ano de 2020 não passou nem perto das expectativas que o mercado projetava. A pandemia do novo Coronavírus gerou grandes impactos na vida de todos. Uma enorme crise sanitária se instalou, acarretando, ainda, uma enorme crise econômica. Com o setor de turismo não foi diferente. Mas o que se espera para o turismo pós-pandemia?

Há um ano, em dezembro de 2019, o mundo girava em seu ritmo normal. O comércio aquecido com as vendas de final de ano, os bares e restaurantes lotados e com filas de espera para as tradicionais confraternizações de empresas e grupos de amigos, e as companhias de turismo propagando a venda de seus pacotes de férias. Em dezembro de 2019, eu mesmo escrevera uma matéria para a Moda & Negócios sugerindo um destino para as férias dos leitores, e, ainda, comprara para mim mesmo uma viagem. Mas de repente, tudo mudou.

Ainda em dezembro, na China, surgiu o novo Coronavírus, que aos olhos do mundo não parecia tão ameaçador. No entanto, já em janeiro de 2020 o novo vírus começou a se espalhar para a Europa e, em março, chegou ao Brasil. Hoje, nove meses depois de sua chegada às terras tupiniquins, o Covid-19 já infectou quase sete milhões de brasileiros e tirou a vida de mais de 180 mil. Quase quatro vezes mais que o número de vidas perdidas para a Gripe Espanhola, cem anos atrás, quando não havia dez por cento da estrutura de saúde pública ou suplementar que temos atualmente.

Além das vidas ceifadas, e da politização de uma crise sanitária nunca antes vista, a economia do mundo inteiro também foi atingida pelo vírus. Mesmo com as ferramentas digitais incentivando o comércio a distância, a economia mundial recuou, e um dos setores mais atingidos pela crise foi o de turismo.

Viagens desmarcadas, voos cancelados, aeroportos fechados, funcionários de hotéis em férias coletivas, vouchers para daqui a um ano. O resultado disso foram destinos turísticos do mundo inteiro que se transformaram em cidades fantasmas. Como o isolamento social se mostrou ser a forma mais eficaz de prevenir a contaminação pelo Covid-19, os mais diversos destinos turísticos e empresas do setor se tornaram incertos.

No segundo semestre, após um gigantesco sacrifício de boa parte do mundo, o número de casos do novo Coronavírus começou a cair, e na Europa, onde diversas fronteiras foram fechadas, a circulação de pessoas, aos poucos, foi voltando. Mas várias eram as restrições. Passou a ficar em evidência o termo “turismo de isolamento”. No Brasil começou um afrouxamento das medidas de isolamento pelos governos estaduais, e, aos poucos, as pessoas foram voltando a sair de casa e procurar destinos próximos e que fossem relativamente seguros.

A turismóloga Patrícia Magalhães, formada em 2008 e com MBA em Planejamento e Gestão Ambiental, trabalhou durante anos em empresas na área de comércio de tecnologia, quando começou a organizar pequenas excursões para eventos em cidades do interior de Pernambuco, até que em dezembro de 2019 iniciou as atividades de sua própria agência de turismo: a Avant Turismo PE (@avantturismope no Instagram).

Patrícia conta que três meses após abrir a agência, quando começou a pandemia, passou outros três sem qualquer faturamento. Foi quando decidiu não ficar parada e investir em participação em eventos online e conteúdo sobre o potencial turístico do estado em seu perfil no Instagram, passando, mesmo a distância, a estar próxima de seus clientes. Então, com o afrouxamento das medidas restritivas, a Avant Turismo PE voltou a operar, trabalhando sempre com pequenos grupos, de no máximo oito pessoas e, preferencialmente, do mesmo ciclo social. A agência tem seu principal foco no turismo local no estado de Pernambuco, no turismo criativo e de experiência, muito voltado para grupos de outros estados e países.

Para o pós-pandemia, a empreendedora diz que o turismo de massa vai continuar existindo, mas acredita que os destinos locais e com grupos reduzidos é algo que será cada vez mais procurado pelas pessoas, e é nisso que a Avant Turismo PE tem apostado.

Hoje, um ano após o surgimento do vírus, um horizonte é vislumbrado: parte do mundo está começando a vacinar ou planejando a vacinação de sua população. Embora ainda não haja tal perspectiva aqui no Brasil, parece haver uma luz no fim do túnel, e a nós resta torcer muito e acreditar que 2021 será um ano melhor que foi 2020.

Leonardo Araújo

Fotografias e texto (@leoaraujofoto)

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