Dias melhores para todos nós

O ano de 2020, no meu ponto de vista, pode ser definido por vários adjetivos, porém eu escolho um para dialogar com os amigos desta coluna: inusitado. Não é a primeira vez que o mundo enfrentou uma pandemia – a história registra outros momentos – mas seguramente nesta pós modernidade, onde ciência e tecnologia caminham de mãos dadas, nos surpreendeu um mísero vírus ter envolvido o planeta todo, nessa seara de aproximadamente 7,5 bilhões de seres humanos, passageiros que somos neste planeta azul. Até o fechamento deste artigo 1.401.000 óbitos no mundo, uma média de 175.138 pessoas faleceram a cada mês desde março de 2020.

Eu também perdi várias pessoas, ao menos uma dúzia delas. E ponto. Não vou ficar me lamentando nem construindo texto sobre esta tragédia coletiva. Estamos sobrevivendo e aprendendo diariamente as lições do novo normal, regras de convivências tão ressaltadas ultimamente.

Enxergo a vida numa dimensão muito maior do que qualquer pandemia. A mágica da vida que começa no milagre da concepção no útero! No sorriso de uma criança que exala esperanças, no olhar dos idosos, sempre saudosistas, na sensibilidade das mães, seres caracterizadas pelo amor puro, transparente, refinado, cristalino, às vezes incompreendidas, mas muito mais avançadas que os homens na arte de amar!

Humanistas que se tornaram personalidades históricas da grandeza de Chaplin, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, nosso brasileiríssimo Dom Helder Câmara – entre tantos outros – viveram e morreram dedicados ao grito de combate às injustiças sociais, e nos apontaram os caminhos para um mundo melhor, que nasce de dentro para fora de cada um de nós!

A dimensão da vida, que nos une pela mesma árvore genealógica, sem as divisões criadas pelas religiões, ideologias políticas, sistemas econômicos… e outras invenções que nos impõem para nos dividir e assim nos dominar. Um não a tudo isso, uma limpeza na nossa mente, para que a semente da solidariedade encontre terra fértil e possa render os frutos da tolerância, solidariedade, e a união seja a marca maior como uma liga a nos juntar no mesmo espaço, mesmo com nossas diferenças, se positivas, todas são válidas! Tanto se fala em céu e eternidade pós túmulo… se a gente não pisar aqui o primeiro degrau, a meu ver nunca alcançaremos numa dimensão superior.

Para não alongar e em respeito ao limite textual, gostaria de lançar mão de uma mensagem que nos compromete à construção de um mundo melhor, na beleza poética de Ivan Lins e Vítor Martins:

2020 se vai e leva todas as complicações com ele. 2021, a esperança de dias melhores para todos nós!

Feliz ano novo!

José Urbano

Prof. de história, palestrante, cordelista, radialista, técnico em educação.

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