Dias Melhores Virão

Vamos combinar: Dilma está fadada a assumir, perante a história, toda a culpa pelo desmantelo econômico do país, que entregou quebrado, sucateado e esculhambado ao seu imprevisto sucessor, Michel Temer.

Claro. Ela tem a sua intransferível parcela de responsabilidade. Foi omissa, equivocada, cúmplice de um estelionato eleitoral produzido pelo marketing político mais podre e distorcido que o país produziu.

O grande mestre de português do passado, Adauto Pontes, dizia em tom bem-humorado, que o MAS não era uma conjunção adversativa e sim “a perdição dos justos e a salvação dos desenganados”.

Cabe um MAS nos desastrosos governos Dilma? Talvez.

A presidente foi deposta por uma manobra parlamentar conduzida com esperteza dentro das leis (e jamais um golpe como, equivocadamente, alguns nefelibatas insistem em repetir para ninguém).

Chegou à situação de extrema fragilidade – não conseguiu sequer 172 votos de deputados que seriam suficientes para barrar o impeachment. Quem não tem nem 172 votos de apoio, perdeu há tempo as condições de governar.

Porém, contudo, todavia, jamais assumiu a presidência. Assumiu na verdade uma bomba de efeito retardado, montada e alimentada pelo governo daquele que ainda posa de pai dos pobres e guardião da promoção social.

Lula quebrou o Brasil.

Gastou R$ 500 milhões para dar dinheiro aos pobres e cerca de R$ 50 bilhões para agraciar os ricos. 100 vezes mais dinheiro para os 2% mais ricos do que para os 60% mais pobres.

E quando a crise apertou, cortando as asas da sua anêmica política econômica, ao invés de tomar as medidas necessárias preferiu fazer piada sem graça dizendo que era apenas uma marolinha. Não custa lembrar: os anos Lula foram anos de falso sucesso econômico. O Brasil cresceu a 6% ao ano, na era Lula. No mesmo período, a China crescia a 20%, só para citar um exemplo.

Mas o que tudo isso tem a ver com o presente? Dilma entregou o país no fundo do poço, e escavacando mais para o fundo.

Nesse ano que se passou, primeiro as coisas deixaram de piorar. A tendência de queda, inverteu. Discretamente, mas inverteu. Os agentes da economia constataram que não poderiam mais continuar presos a uma agenda política conspiratória, artificial, imposta por forças “ocultas”, que tinham como objetivo transformar o Brasil em uma nova Venezuela. E através disso, venezuelar toda a América Latina. E reagiram.

A economia emite todo dia bons sinais de recuperação consistente. E assim deve continuar, se os agentes econômicos continuarem fazendo o seu papel.

Vamos trabalhar. Vamos acreditar.

Dias melhores virão, para frustração daqueles que apostam no “quanto pior, melhor”.

E, que bom, isso já parece se desenhar bem claro no horizonte.

PS. Nefelibata é um sujeito (ou uma sujeita) que vive nas nuvens.

José Nivaldo Junior Publicitário. Historiador. Romancista. Da Academia Pernambucana de Letras.

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