Dietas da moda e seus efeitos a saúde

Uma coisa em comum entre as dietas da moda é que, elas prometem a perda rápida de peso e uma vida mais saudável. Mas a realidade não é essa. Elas podem te fazer comer meia dúzia de ovos no café da manhã, ou não comer nenhum tipo de carboidrato, mas para emagrecimento saudável, a literatura diz o contrário.

Dieta Paleolítica

A dieta paleolítica consiste em comer apenas o que nossos ancestrais comiam. Por isso é constituída de alimentos de caça e pesca, além de alimentos vindos da plantação. Nela se retira basicamente as fontes de carboidrato (arroz, trigo, aveia), comem bastante carne vermelha e não se preocupam com as gorduras. Os riscos a saúde são grandes, uma vez que os indivíduos podem iniciar o quadro de compulsão alimentar (redução brusca dos carboidratos), tonturas, fraqueza, cãibras, intestino preso e etc.

Dieta sem Glúten

Muito popular nas pessoas que buscam emagrecer, o glúten é considerado como vilão, mas especialistas dizem que apenas pessoas com doença celíaca deve eliminá-lo do cardápio. O glúten (uma proteína presente em farinha de trigo, aveia, centeio e cevada) em pessoas com doença celíaca, causam no intestino delgado uma inflamação que leva a dores abdominais e diarreia. Especialistas afirmam que, não há evidências científicas suficientes de que eliminar o glúten possa trazer qualquer benefício a quem não tem intolerância ou sensibilidade ao glúten. O fato de pessoas perderem peso ao retirar o glúten, se da por que a maioria dos alimentos consumidos diariamente tem glúten e a retirada gera uma restrição calórica fazendo-as perder peso. A retirada do glúten sem acompanhamento de um nutricionista pode desencadear um desbalanço da flora intestinal e enfraquecimento do sistema imunológico, uma vez que o glúten contem vitaminas, minerais e fibras importantes para seu funcionamento, impedindo a absorção excessiva de açúcares e gorduras.

Dieta Cetogênica

Semelhante a low carb, mas a principal diferença é que na cetogênica se usa mais gorduras para compensar a falta de carboidratos. A restrição mais severa de carboidratos vai desencadear um aumento da utilização da gordura para gerar energia. A cetose irá “forçar” o corpo a usar um tipo diferente de combustível, a gordura. Em vez de depender de açúcar (glicose) derivada de carboidratos (grãos, legumes, verduras e frutas), a dieta cetogênica se baseia em corpos cetônicos, um tipo de combustível que o fígado produz a partir da quebra de gordura armazenada. Dieta pobre em fibras alimentares e com uma elevação súbita dos níveis séricos de colesterol e triglicérides. Sintomas comuns dos adeptos a essa dieta são: hipoglicemia (pela diminuição rápida dos carboidratos), incluindo enjoos, tonturas, suor excessivo e fraqueza. Também podem ser observados sonolência e constipação intestinal pela pouca fibra ingerida.

Dieta Low Carb

Essa opção de dieta recomenda reduzir as quantidades de carboidrato ingeridos (pão, arroz, batata e macarrão). Priorizam consumir alimentos com baixo índice glicêmico, já que alimentos com alto índice glicêmico elevam a glicose e seu excesso gera uma estocagem em forma de gordura. A perda de peso ocorre pela restrição calórica e não pela restrição de carboidratos. A redução drástica do carboidrato pode gerar alguns sintomas como dores de cabeça, mal-estar e dificuldade de concentração porque o cérebro utiliza a glicose vinda dos carboidratos para ter energia.

Dieta Mediterrânea

Ela se baseia no consumo dos alimentos naturais e frescos como as frutas e legumes, cereais, leites e derivados. Nela faz-se necessário evitar produtos industrializados como as comidas de prateleira, salsichas, temperos prontos, biscoitos recheados, refrigerantes e etc. Consumir diariamente frutas e vegetais, fontes de proteína (peixes e carnes magras), alimentos integrais (aveia, arroz e pão integral), azeite e gorduras boas (castanhas, nozes e abacate), leites e derivados desnatados. A dieta mediterrânea auxilia na mudança do estilo de vida e na perda de peso, já que com ela o metabolismo melhora e favorece o controle do peso. Com um acompanhamento nutricional adequado, ela poderá reduzir a perda óssea em pessoas com osteoporose, reduz a inflamação por ser rica em ômega 3, minimizar o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. É rica em antioxidantes, vitaminas, minerais e fibras que irão melhorar a ação intestinal, do sistema imunológico, protegendo o organismo do envelhecimento precoce.

Efeitos de dietas da moda a saúde

O que essas dietas citadas acima: low carb, cetogênica, paleolítica e sem glúten tem em comum é que elas duram um curto período de tempo, já que são muito restritivas, elas não são sustentáveis por muito tempo. Pessoas que seguem esse tipo de dieta sem orientação profissional, estão correndo risco de desenvolver algum tipo de doença por deixarem de consumir grupos alimentares importantes e que fornecem ao organismo micronutrientes essenciais, podendo levar a carências nutricionais graves ou distúrbio de imagem por frustação com dietas sem resultados duradouros. Uma consequência comum trazida por dietas muito restritivas e sem acompanhamento de um profissional, é o ciclo do efeito sanfona.

 

A dieta que mais ajuda na saúde do corpo e da mente, como no objetivo de perda de peso ou estilo de vida mais saudável é a Mediterrânea. Ela não te leva a fazer extremismos e ter medo da comida, ela te auxilia a escolher grupos alimentar completos, ter prazer e se relacionar melhor com o alimento. Uma orientação individual com um profissional nutricionista é necessária pois poderá descobrir desequilíbrios, deficiências e as melhores estratégias para cada indivíduo, além de te proporcionar nutrição ao corpo e a cima de tudo o bem-estar,

 

Andreza Lima 

Nutricionista- Pós Graduada em Nutrição Clínica

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