Manifesto por um Brasil melhor

Neste mês de setembro, mais precisamente no dia sete, celebramos o transcurso do centésimo nonagésimo nono aniversário da independência do Brasil. É certo que nesta data temos muito o que comemorar. Nesse período de tempo que já passou, a civilização brasileira alcançou alguns patamares de desenvolvimento que merecem ser reconhecidos e aplaudidos. Citamos alguns exemplos: na Agricultura, hoje somos, com muito orgulho, o celeiro do mundo em produção de grãos e o maior produtor de proteína animal do planeta.

Na Indústria, temos um parque industrial detentor de grande avanço tecnológico e de mecanização. No Comércio, apesar de todos os percalços, estamos apresentando discreto mas alentador índice de crescimento.

Mas também é verdadeiro para nossa vergonha e tristeza que nos campos da saúde, da cultura, da educação, da segurança urbana, do meio ambiente e no da distribuição de riquezas entre nosso povo, entre outros, o Brasil ainda anda claudicante e de cabeça baixa, vergado sob o peso de, no mínimo, o da injustiça social, pois é ínfima a parcela de brasileiros portadores de riqueza e imensa e avassaladora a quantidade de brasileiros que chafurdam no lamaçal da pobreza e da miséria.

É também verdade que a violência urbana no Brasil é assustadora: chegamos a marca dos 60.000 homicídios por ano e contamos com inumeráveis agressões aos negros, às minorias marginalizadas, às mulheres, que são cometidas, diariamente, por esse Brasil a fora.

Acho que nessa data cabe a nós os letrados, portadores de espaços oficiais e voz, alertarmos, através dos vários recursos disponíveis em nossas mãos, às autoridades e, principalmente, os mandatários da nossa nação, tanto no nível federal quanto nos níveis estadual e municipal, como também àqueles que representam os poderes judiciário e legislativo a lançarem suas atenções para o grave momento que a sociedade patrícia está atravessando.

Os desencontros e os desacertos demonstrados pelas ações dos que fazem os três poderes constituintes, no Brasil, nesse momento, nos preocupam, nos enojam e nos proporcionam sensações de desagravo e de repúdio.

Já chegou a hora e se faz necessário que os homens de bem da nossa querida nação se unam para rechaçar e banir, ao máximo possível, essas mazelas que nos sufocam, oprimem, empobrecem e denigrem.

Que o transcurso de aniversários da independência do Brasil sejam faróis amarelos e flamejantes sinalizando um alerta para aqueles que detêm os poderes da nação a agirem de forma mais lúcida, racional e coerente, bem como, com justiça e honestidade e, dessa maneira, proporcionarem ao povo desse rincão pátrio, um alento e um vislumbre de um futuro mais promissor e benéfico.

Fernando Tavares

É membro efetivo da União Brasileira de Escritores (UBE/PE); da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda (AALCO) e Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES/PE).

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