Moda e Inteligência Artificial

Muitos ainda pensam que essa história de inteligência artificial é negócio de filme de ficção cientifica, utopia. Eu mesmo assisti, por ocasião do seu lançamento, em setembro de 2001, no Rio de Janeiro ao filme de Steven Spielberg, “Inteligência Artificial”. As lembranças daquele “menino-robô”, um pequeno androide, cujo desejo era tornar-se um humano de verdade, sempre voltam a minha mente ao ponto de pensar se haveria semelhanças circunstanciais entre a ficção e a realidade em que vivemos.

Mas deixemos de lado a tela cinematográfica e mergulhemos na realidade desta vida presente, na qual vai se tornando cada dia mais natural a interação entre humanos e “máquinas pensantes” e nos conscientizar que estamos vivendo uma nova revolução industrial, caracterizada pelas implicações do mundo digital.

Resta-nos os desafios a serem enfrentados a exemplo do mundo da moda que já vive a experimentação de modelos virtuais, criadas por estilistas de vanguarda, uma mistura de fotografia, arte e computação. Verdadeiras supermodelos.

O que assistimos hoje, na verdade, é uma revolução na indústria e no comércio no campo da moda, a despeito de automação e especificação de produtos relacionados com as tendências atuais de mercado. Enfim, a inteligência artificial está no cerne do modelo de negócios das grandes marcas mundiais da indústria da moda, a exemplo da Adidas, que já adotou o “robô costureiro” – câmeras e braços robóticos – preparados para corte e costura.

Estudos têm mostrado o quão diferente pode ser o uso de IA por indústrias visando atingir uma vantagem competitiva e adequar-se melhor aos objetivos de seus clientes na expectativa de prever tendências, sugerir produtos e encontrar itens de vestuário em consonância com as marcas.

Particularmente na indústria da moda, a inteligência artificial está baseada no reconhecimento visual capaz de fornecer respostas rápidas aos clientes e novas formas de acesso a produtos de moda. Espera-se que, em 2020, metade de todas as empresas vão usar algumas ferramentas que aplicam IA na busca de identificar padrões pelo mundo afora, sugerindo combinações de vestuário de acordo com o estilo ou aparência do cliente.

Neste sentido, a indústria da moda busca soluções integradas para atender as necessidades específicas criando formas de adaptar o vestuário às demandas tecnológicas, a exemplo das roupas femininas que geralmente não têm bolsos, carregando sempre no fundo da bolsa os celulares.

Lembremos ainda que praticamente vivemos em uma época preditiva que nos obriga à utilização de dados visando à satisfação do cliente e ao uso da inteligência artificial no intuito de aumentar os lucros a partir do entendimento do comportamento humano e da integração dos dados.

Dessa forma, deixemos aqui uma das conceituações extraídas da literatura: inteligência artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente.

Agildo Galdino Ferreira

Membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, e Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais.

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