O Peso dos Impostos

Desde o início da Revista Moda & Negócios, minha filha Cecília vem me cobrando uma opinião da editoria sobre um assunto relevante que esteja incomodando a sociedade ou que sirva de despertar para pessoas que, por conta da correria do dia-a-dia, muitas vezes se afastam, se distanciam dos problemas nacionais, embora os sintam na própria pele, mas não têm meios ou disposição de reclamar.


Como “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, resolvemos, de agora em diante, colocar um assunto para discutir com você leitor, que, com certeza, não é uma daquelas pessoas desligadas. Você que estudou a história do Brasil, lembra que em 21 de abril de 1792, foi enforcado, no Rio de Janeiro, Joaquim José da Silva Xavier, nosso conhecido Tiradentes. Não, não quero dar aula de história, porque você sabe muito bem porque nosso herói foi levado à forca, em praça pública.


Pois bem. Até hoje, decorridos 224 anos, o motivo do protesto que vitimou Tiradentes é o mesmo que nos incomoda, prejudica, retira do nosso bolso grande parte do fruto do nosso trabalho – a cobrança exorbitante de impostos. Só para se ter uma ideia: Dos 365 dias trabalhados, 12 meses no ano, 150 dias, isto é, 5 meses de nossa remuneração, são para pagar impostos. O pior disso tudo é que, normalmente, quando se paga alguma coisa é na expectativa de se receber em troca os benefícios relativos àquela quantia paga.
Mas não é o que acontece, quando se refere a impostos, sejam eles federais, estaduais ou municipais, com raríssimas exceções.


Só para se ter outra ideia: Estudo realizado pelo IBPT- Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação indica que o Brasil está entre os 30 países que mais pagam impostos no mundo e entre os que recebem os piores serviços como saúde, educação, segurança e saneamento. E, segundo estimativa do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) nós brasileiros paga
mos R$ 458 bilhões em impostos, taxas e contribuições, desde o início de 2017, até o dia 12 de março, data do fechamento da desta matéria.E as taxas continuam subindo.


Outro estudo do IBPT, lista uma série de produtos e sua respectiva carga tributária e M&N relaciona aqui alguns desses produtos, não que seja nosso propósito aumentar sua indignação, mas para esclarecer, a quem não sabe, a razão maior de pagarmos tão caro pelos produtos e serviços que consumimos no dia a dia. 

Some-se a isso: IR, IPTU, IPVA, IOF, ISS, ICMS, IPI e por aí vai… Que nossa carga tributária é exorbitante, esse é o nosso ponto de vista.

José Severino do Carmo
Editor

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