Moda e Conectividade

Quero inicialmente ressaltar o que nos induziu a esse arrazoado que ora trazemos à baila. Por acaso, dia desses me deparei com notícias sobre um evento de moda em Arnhem, Holanda, o que ativou minha memória de que a moda acima de tudo é negócio e que envolve vultuosas cifras, ocupando papel central na cultura contemporânea como um dos setores da economia mais relevantes para diversos países, inclusive para o Brasil.

Enquanto nos detínhamos a ler a respeito do referido evento, a mente era bombardeada a todo instante com flashes sobre o momento econômico que o Brasil atravessa, de desaquecimento da economia, mas seja lá qual for a situação, uma coisa é certa, o empresário deve estar atento para a compreensão das mudanças políticas, sociais e econômicas – tanto no âmbito internacional quanto no mundo a sua volta – que influenciam o modo de vida dos indivíduos e seus hábitos de consumo.

Mas lembremos também que a primeira grande transformação dos meios de produção resultou na tão conhecida Revolução Industrial que principiou na Inglaterra do século XVIII, e que teve no setor têxtil seu protagonista. Agora novamente estamos diante de uma nova revolução, a chamada 4ª Revolução Industrial com a mesma liderança, a do setor têxtil. É indiscutível que o mundo em que vivemos hoje traz inúmeras oportunidades dos negócios, haja vista estarmos cada vez mais conectados – nessa era de transformação digital – influenciando e redefinindo os negócios impulsionados pelas novas tecnologias que aproximam e transformam conceitos com uma rapidez impressionante, gerando uma infinidade de opções de escolhas para a sociedade. Nesse sentido, novas configurações estão a se desenhar no âmbito das dimensões competitivas as quais apontam para quatro dimensões-chave de tecnologia: Conectividade, Cloud (nuvem), Conteúdo e Controle e para as de mercado: Global, Local, Empresas e Consumo, na busca de melhores performances dos negócios e para atender o consumidor que se torna cada vez mais exigente.

Portanto, é condição sine qua non a eficácia e a coerência para atrair a atenção de clientes, definindo-se estratégias digitais no intuito de tornar a moda cada vez mais próxima do usuário, recorrendo a avanços a exemplo do e-Commerce, das revistas especializadas disponíveis para IPads, clubes de compra on line entre tantos outros.

O empresariado da moda está na direção de novas formas de negócio e produção, atento ao desenvolvimento e sustentabilidade de seu negócio – menos perdas e geração de resíduos, maiores garantias de qualidade – enquanto o consumidor no país vem se destacando cada vez mais por estar mais atento a melhores opções de compra e de aquisição de serviços. Nesse sentido, já vislumbramos um consumidor mais consciente – agente transformador da sociedade – por meio do seu ato de consumo, buscando o equilíbrio entre a satisfação pessoal e a sustentabilidade. Embora a porcentagem seja de apenas 28%, apontada em pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em conformidade com o Indicador de Consumo Consciente (ICC).

E, finalmente, hoje em dia, tornou-se possível conectar pessoas, dispositivos e objetos físicos em qualquer lugar, de forma instantânea e eficiente. Segundo McKinsey&Company, “em 2025 vão existir 3 vezes mais dispositivos conectados que o número de pessoas na terra”. Ou seja, essa alta conectividade continuará crescendo de forma exponencial.

Agildo Galdino Ferreira

Membro da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letra, e possui doutorado em Ecologia e Recursos Naturais.

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