Uma história de Natal, origens e significados

Na tradição Cristã, em dezembro celebramos o natal, evento que simboliza o nascimento do galileu Jesus Cristo, originalmente denominado Yeshua. Para compreendermos esse contexto, precisamos voltar 20 séculos no túnel do tempo. Maria, nascida em Nazaré, foi pedida em casamento por um idoso viúvo, José, conforme narrativa da Bíblia. Às vésperas da natividade, o casal percorreu o caminho que os levou da pequena comunidade de Nazaré até a cidadela de Belém, terra do rei Davi, para cumprimento de uma profecia de Isaías, personagem bíblico de vários séculos antes. Na genealogia – não fosse a intervenção militar dos romanos em Jerusalém – cidade sagrada para os Judeus, Cristãos e Muçulmanos, Jesus seria o rei daquela cidade, de fato e direito. Quando no ano 313 d.C. o imperador Constantino oficializou o Cristianismo como religião, permitiu ainda o primeiro Concílio de Bispos, e a definição dos ritos e datas importantes para a igreja naquela ocasião. Anos após, foi definida 25 de dezembro como data para celebrar o nascimento de Jesus, aproveitando a festa pagã do Solstício, tradicional para os romanos. Um detalhe histórico é que, no princípio do calendário no oriente, só havia 10 meses, mas aí é uma outra história. Com o passar dos séculos, foram acrescidos os símbolos: o Pinheiro foi adornado por Martinho Lutero, o monge que fez a reforma protestante. Passando longas horas de meditação num primeiro andar, o personagem mirava o horizonte pela janela, vendo copas de pinheiros na Alemanha, e as estrelas no céu. Eis a origem da árvore de natal, uma copa de pinheiro com luzes piscantes, representando as estrelas. Guirlanda, um enfeite brilhante, para lembrar a estrela sobre o local do nascimento, descrito nos evangelhos. Peru de natal, uma ave levada pelos espanhóis do México para a Europa no século XVI, suculenta iguaria no banquete servido aos nobres da realeza espanhola. E o papai Noel? Um bispo da Turquia, chamado Nicolau, que coletava donativos das pessoas e distribuía às famílias mais pobres, num gesto nobre de solidariedade humana. O presépio é uma criação de outro personagem muito popular, são Francisco de Assis, denominado o “protetor dos animais”, por isso também acrescentou eles no cenário do nascimento, representando a força do boi, a simplicidade do burrinho e a pureza do cordeiro.

Na economia, temos a tradição do 13º salário, o que torna o mês de dezembro com um impulso significativo em todos os setores sociais. Independente das diferenças entre tradições ou fatos históricos cientificamente comprovados, que o natal seja visto como mais uma oportunidade de renovar a solidariedade, o perdão, a esperança, um olhar positivo sobre a nossa própria existência, adjetivos esses que são a coluna central da mensagem do divino personagem, o menino Jesus, Deus que se fez homem e habitou entre nós. Feliz Natal, um ano novo de saúde, sorte e sucesso para todos!

José Urbano Historiador.

Técnico em Educação da UFPE. Membro da ACACCIL

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