Uma Janela Para O Mundo

Minha definição preferida de marketing é muito simples: a atitude e o uso de ferramentas que permitem manter a janela da mente em sintonia com o mercado.

O conceito é singelo mas a sua aplicação não é tão fácil assim. Os bons publicitários, muitas vezes apontados como mágicos capazes de vender qualquer produto ou ideia, sabem que não têm tais poderes.

Você só consegue vender aquilo que as pessoas precisam, desejam ou venham a ter o sonho de consumir. A gente simples do interior já sabia disso há muito tempo. Essa sabedoria se reflete em expressões populares como “tentar vender pano vermelho na porta do cemitério dia de finados” ou “vender geladeira a esquimó”.

Ninguém muda os conceitos de ninguém, depois que eles se cristalizam. Estudos recentes de Universidades americanas, publicados na imprensa especializada, demonstram que as pessoas discutem não para esclarecer a si próprias mas para convencer os oponentes; lêem não para aprender, mas sim para reforçar o que já pensam.

Uma boa demonstração disso é quando se trava um debate político. Os espectadores assistem ao mesmo confronto, mas chegam a conclusões frequentemente opostas. Isso porque filtram os argumentos de acordo com suas próprias ideias prévias. Por isso, todos os que lidam com o mercado têm que se educar e fazer um esforço permanente para não deixarem seus preconceitos determinarem os rumos dos seus negócios.

Especialmente em momentos de crise e rápidas transformações, é fundamental para o sucesso de empreendedores, pequenos, médios ou grandes, exercitarem suas mentes para que elas não fechem sua janela para o mundo. Para isso, é preciso combinar sensibilidade e marketing.

Esta é a fórmula perfeita para que todos mantenham-se em sintonia com a vida real, com o mercado e até com a natureza e o universo.

José Nivaldo Junior
Publicitário. Membro da Academia
Pernambucana de Letras.

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